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APENDICITE

20 de setembro, 2021

O tema GASTROCIRURGIA junto a COLOPROCTOLOGIA e ao TRAUMA, constituí a nossa principal fonte de questões cirúrgicas do REVALIDA. A Gastrocirurigia, é o berço da cirurgia geral e a casa de todo cirurgião. Média de questões 3 – 4 /ano.

APENDICITE

É a principal causa de abdome agudo, com maior incidência entre crianças, adolescentes e adultos jovens. É causada pela obstrução da luz do apêndice seja por fecalito ou por hiperplasia linfoide, gerando aumento da pressão luminal e congestão venosa, tendo como consequência isquemia e invasão bacteriana.

Diagnóstico

É realizado através do exame clínico e anamnese detalhada. Usualmente paciente relata quadro de início de dor de moderada intensidade e mal localizada (geralmente periumbilical) que tende a migrar para fossa ilíaca direita(FID). Progressivamente a dor aumenta de intensidade, e sintomas como vômitos, anorexia e febre são comuns. Ao exame físico podemos encontrar contração involuntária da parede abdominal como um todo, com dor a descompressão brusca dolorosa principalmente no ponto de Mcburney (ponto situado entre o umbigo e a espinha ilíaca anterosuperior, encontro do1/3 médio com 1/3 distal, localizado na FID). O Sinal de Blumberg é a dor a descompressão brusca exatamente neste ponto. Outros sinais terapêuticos também podem ser utilizados como Rovsing, Lennander, Sinal do Psoas e sinal do Obturador.

Exames Complementares

Podem ser solicitados, para auxiliar, exames laboratoriais como: Hemograma (evidenciará provavelmente leucocitose com desvio a esquerda) e Proteína C-Reativa. Outros exames como EAS (urina tipo I), BCHG também podem ser solicitados para descartar possíveis diagnósticos diferenciais como pielonefrite, litíase renal ou gravidez ectópica.

Com relação a exame de imagem a Tomografia Computadorizada é o exame de escolha. Mas lembre-se o diagnóstico é clínico. O ultrassom é um exame que pode ser usado, em especial em crianças, pela facilidade e por não oferecer radiação, porém devemos sempre lembrar do fator operador dependente.

Escore criado para auxiliar no diagnóstico de apendicite. Pacientes com valor abaixo de 4 pontos não condiz com apendicite aguda. De 4 -7 pontos compatível com apendicite e se beneficiam de exame complementar, paciente deve permanecer em observação. Se maior que 7, indicar laparotomia. Não é indicado seu uso em gestantes.

Tratamento

Atualmente existem alguns cirurgiões pediátricos, em apendicites de estágio inicial, realizando a drenagem e antibióticoterapia e fazendo um tratamento conservador. Porém, esta conduta ainda é contestada. Para nossa prova a conduta é sempre cirúrgica, independente do grau da apendicite. Pode ser realizada via laparotomia ou via videolaparoscopia, independente do grau.

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