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ALEITAMENTO MATERNO

2 de agosto, 2021

Esse é o tópico mais cobrado nas questões do Revalida. Quatro questões abordaram as contraindicações ao aleitamento, o processo de armazenamento, além do manejo clínico e as dificuldades encontradas nesse processo de amamentação. Representa um assunto extenso e cheio de particularidades, mas que você deve conhecer para conseguir conduzir os casos clínicos.

Lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde do Brasil (MS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo de forma exclusiva nos primeiros seis meses.

Contraindicações ao aleitamento materno

Revalida 2015 – (…) mulher de 19 anos de idade não fez pré-natal e foi internada na maternidade em trabalho de parto. Os exames realizados na admissão da paciente revelaram sorologia positiva para HIV. Em relação à amamentação (…)

Há algumas situações em que o aleitamento materno deve ser suspenso, devido aos riscos à saúde da mãe e/ou do bebê. No Brasil, diante de mãe com sorologia positiva para HIV, com a finalidade de prevenir a transmissão vertical, é contraindicado o aleitamento materno (independentemente da carga viral ou da adesão ao uso de drogas antirretrovirais), bem como o uso de leite humano com tratamento térmico (pasteurização) domiciliar. Essas puérperas serão submetidas à interrupção da lactação nas primeiras horas após o parto, e será disponibilizada fórmula infantil ao bebê. A medicação recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria para a supressão da lactação é a cabergolina na dose de 1mg por via oral em dose única. Outras situações nas quais temos contraindicação ao aleitamento materno: mães infectadas pelo vírus HTLV 1 e 2, uso de medicamentos como antineoplásicos e radiofármacos. Já em relação ao recém-nascido, o aleitamento materno será suspenso se galactosemia e leucinose.

Revalida 2011 – (…) nasceu de parto vaginal, a termo, com 3000g, Apgar 7 e 9. Informa também que a criança apresenta muitas evacuações ao dia, com fezes semi-pastosas, de coloração amarelada (…):

O quadro clínico relatado pela mãe de choro intenso, praticamente diário, e sempre no início da noite, corrobora o diagnóstico de cólica do lactente. Este quadro ocorre devido à incoordenação do peristaltismo intestinal e, com frequência, acomete as crianças no primeiro trimestre de vida. Nos primeiros meses de vida, os bebês em aleitamento materno exclusivo podem evacuar várias vezes ao dia com consistência amolecida, devido ao reflexo gastrocólico, sem que isso represente alguma patologia. Lactente com refluxo gastroesofágico apresenta-se irritado, com história de regurgitação e vômitos frequentes, podendo apresentar recusa alimentar e baixo ganho pôndero-estatural nos casos de doença do refluxo gastroesofágico. Em relação ao ganho de peso, o recém-nascido pode perder até 10% do peso na primeira semana de vida e então recupera o peso de nascimento e passa a ter um ganho diário de 25-30g/dia no primeiro trimestre de vida. Sabendo que esse bebê nasceu com 3000g, ao 10º dia de vida pesava 2990g e com 30 dias de vida o peso era 3550g, conclui-se que, do 10º dia ao 30º dia, houve um ganho diário de 28 gramas, que representa um ganho satisfatório. (3550g – 2990g = 560g dividido por 20 dias = 28g/dia).

Importante frisar que o aleitamento materno em raríssimas exceções será suspenso, tendo em vista as enormes vantagens em relação ao crescimento e desenvolvimento da criança. Alternativas que recomendem a suspensão do aleitamento materno sem um motivo plausível devem ser descartadas, pois o leite materno traz muito mais benefícios ao bebê do que riscos.

Ordenha, transporte e armazenamento do leite materno

Revalida 2016 – (…) amamentando exclusivamente ao seio, não apresenta nenhuma queixa e informa que voltará a trabalhar em 15 dias (…) o leite pode ser armazenado em:

As mães que retornam ao trabalho precisam ser sempre orientadas quanto à importância da extração do leite para que consigam manter uma boa produção. O transporte e o armazenamento também são essenciais para que o leite possa ser utilizado pelo recém-nascido. Segundo o Ministério da Saúde, o prazo de validade do leite cru é de 12 horas se for mantido na geladeira e de 15 dias se estocado no freezer ou congelador. Importante ressaltar que, uma vez descongelado e aquecido em banho-maria, o que sobrar desse leite deverá ser descartado. Já o restante que foi descongelado, mas não foi aquecido, poderá ser guardado na geladeira e utilizado em um prazo de até 12 horas.

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